quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Viagem aos Mares do Bacalhau !!











Hoje iremos viajar e prestar um pequeno tributo aos nossos homens da... Faina Maior! 

Que navegando em frotas de lugres, nos deram a conhecer o insubstituível... Bacalhau!

Vamos rumar Atlântico acima, recordar e dar a conhecer locais, em que os nossos pescadores foram grandiosos na perseverança e, em condições de trabalho muito sofridas.  

Passamos pelas  Ilhas Britânicas e contornando a Escócia, deixamos o Oceano Atlântico para trás, chegando ao  Mar do Norte onde muitos barcos pescavam, tão perto  que os podíamos contar. Continuando a vigem, avistámos os magníficos Fiordes  da Noruega e teríamos gostado de visitar, Geirange, a charmosíssima vila e uma das jóias paisagísticas dos fiordeslá, a lei
  máxima é "amar a natureza e gostar dos vizinhos".



Os Vikingshabitantes dos fiordes da Escandinávia, bravos guerreiros e navegadores corajosos, são considerados os pioneiros na descoberta e consumo do Gadus morhua, pois viviam exatamente no topo do mundo e navegavam pelos mares do Norte, habitate natural da espécie. A abundancia era de tal ordem, que algumas sagas vikings cantaram, a grande quantidade de bacalhau que, diariamente, na maré cheia, enchia os fiordes - "em alguns locais, os cardumes eram tão grandes, que a água parecia ferver".

Na falta de sal ou de conhecimentos, os peixes eram eviscerados e secos ao ar livre, pendurados em armações de madeira para desidratarem cerca de 3/4 do seu peso. Esta técnica, embora conserva-se o peixe deixava-o tão duro quanto um pedaço de madeira e perdendo boa parte do seu sabor, mas permitia um alimento nas suas longas viagens.





Existem registos do século XI que dão conhecimento de relações amigáveis entre os normandos  (povo medieval estabelecido no Norte de França, cuja aristocracia descendia em grande parte de Vikings da Escandinávia «região geográfica e histórica do norte da Europa e que abrange Dinamarca, Suécia e Noruega» e as populações do litoral de Portugal). 

Alguns estudiosos acreditam que, pelo menos nessa época, não tenha sido o bacalhau o elo que permitiu que essas relações amigáveis se estabelecessem, e sim, o interesse dos portugueses nos conhecimentos normandos sobre a navegação atlântica, faz sentido, já que Portugal, alguns séculos depois, tornar-se-ia a maior potência marítima do Ocidente.


Já avistávamos a Islandia, um país nórdico insular europeu, situado no Oceano Atlântico Norte e localizado entre a Europa continental e a Gronelândia. Sendo a maior parcela de terra inteiramente de origem vulcânica, é formada por planaltos de lava expelida através de fraturas ou por grandes vulcões de forma cónica. A rocha vulcânica predominante, é o basalto.




























Brinda ainda os visitantes com um  conjunto de paisagens naturais e espetaculares. São as atrações mais peculiares: Fontes Termais em que as  águas emergem a uma temperatura entre 36º e 39º. Vulcões e o Géiser,  nascente termal que entra em erupção periodicamente, lançando colunas de água e vapor para o ar.

Deixando a Islândia, em frente encontrava-se  a Gronelândia, uma nação autónoma do Reino da Dinamarca, considerada a maior ilha do mundo, além de diversas ilhas vizinhas, ao largo da costa da América do Norte era desconhecida da Europa atá ao século X, quando foi descoberta por vikings Islandeses. 



É a maior ilha do mundo. Habitada hoje, por cerca de 57 mil pessoas, a Gronelândia era uma terra inexistente para os europeus, até chegarem ao século X, quando os vikings da Islândia aí aportaram. Ela não era, porém, completamente desconhecida da Humanidade, pois era habitada por populações da região ártica, conhecidas como esquimós e atualmente denominados Inuits, membros da nação indígena esquimó.

Contornamos a Gronelândia e dirigimo-nos para a costa da América do Norte, avistando a  Península do Lavrador cujo nome homenageou o explorador e navegador português, de seu nome, João Fernandes Lavrador e Pero de Barcelos, que com marinheiros nortenhos, desde tempos muito antigos, lá se deslocavam para a pesca do bacalhau e com a influencia de gente do norte, se passou a chamar:  terras de Labrador.



Íamos rumar à terra das florestas... que João Vasco Corte Real teve o seu nome ligado ao descobrimento em 1472 da Terra Nova. Possuía um litoral de formato irregular, com numerosos cabos, baías e penínsulas. Afastando-se da costa, entrava-se numa floresta boreal entre  lagos,   pântanos  e  turfeiras... seus  fiordes e  seus  lagos  cercados de elevados penhascos.

Em 1002, Leif, filho do guerreiroViking Erik o vermelho, teve notícia na Gronelândia, de uma terra desconhecida a oeste, vista por um normando. Armou um navio e velejou à sua procura. Encontrou, de início uma terra  coberta de "geleiras" (uma imensa placa de gelo e neve) e de rochedos planos, a seguir encontrou de facto, um país coberto de arvores e muito fértil, a que chamaram de terra das florestas ou (Terra Nova).




 
"Banco da Terra Nova"  um grupo de planaltos submersos sitos a sueste da Terra Nova, zona das águas com apenas 25 a 100 metros de profundidade. A presença da corrente fria do Labrador e  a aproximada  da corrente do golfo levavam à existências de boas condições de mistura nas águas, o que colocava em suspensão nutrientes que permitiam uma grande produtividade primária. 

Terminava-mos aqui a viagem!! 

Neste local de tanto significado para um povo que fez história. Durante todo o século XVI, os portugueses mandaram sistematicamente à Terra Nova, para a pesca do bacalhau, as frotas de Lugres, que chegou a ser de 150 navios. Saindo no mês de Maio e regressando em Outubro. 

Mitos e realidade da cultura e religiosidade de um povo!!

Durante a Idade Média, a Igreja Católica, mantinha um rigoroso calendário onde os cristãos deveriam obedecer os dias de jejum, excluindo de sua dieta alimentar as carnes consideradas "quentes", o bacalhau era uma comida "fria" e o seu consumo era incentivado pelos comerciantes nos dias de jejum e abstinência a que se sujeitavam os portugueses.

Durante mais de um terço do ano não se podia comer carne. Mas podiam depender sempre do bacalhau seco e salgado. Garantindo também a sobrevivência das tripulações nas longas viagens que exigiam alimentos secos, que não se deteriorassem. 
Podemos considerar estas e, outras explicações... para o nosso "Fiel Amigo"  

                  

E vamos então... recordar a história desses heróis!

Após a morte de D. Sebastião e derivado da ocupação Filipina. Portugal teve repercussões graves na frota bacalhoeira portuguesa. Entre ações dos Filipes que prejudicaram a frota portuguesa, conta-se a requisição de todas as embarcações capazes de enfrentar o mar alto para a Invencível Armada. 

consequência desta ação, deu origem a que em 1624 ainda não havia nenhuma embarcação para a pesca do bacalhau em nenhum dos portos de onde habitualmente se armavam barcos para essa pesca (Aveiro e Viana). As invasões napoleônicas no início do século XIX também contribuíram para a dificuldade de reiniciar a pesca. Em 1917 a pesca do bacalhau empregava1400 homens de tripulação.

Até meados do século passado, a pesca do bacalhau era baseada, fundamentalmente, no trabalho solitário de cada pescador que, no seu pequeno barco - Dóri - pequenas embarcações de fundo chato e tabuado rincado, usava a pesca à linha para obter este peixe nas águas profundas e geladas dos mares do norte e tinham o objetivo de voltar ao "Navio-Mãe" apenas quando o seu pequeno Dóri estivesse carregado de peixe, o que poderia levar até 12 horas ou mais de trabalho penoso.

Muitas vezes na chuva e em mares revoltos, com risco de serem virados por caudas de baleias ou por abalroamento de outros navios. Estes, os nossos homens, eram  os heróis do mar. Só mais tarde surgiram navios diferentes que permitiam um tipo de pesca mais segura.





























Em 1931 volta-se a pescar na Groenlândia, o que coincide com o início do uso do trole. Em 1938 os barcos pesqueiros encontravam-se idade avançada e pouca capacidade da frota existente, não havendo dos armadores grande interesse na transição para a pesca do arrasto. Mas de 1942 para 1951 o número de arrastões subiu de 6 para 20.

O desencadear da Segunda Guerra Mundial trouxe à pesca do bacalhau alguns problemas. Apesar de Portugal ser uma nação neutral, os submarinos alemães não davam tréguas. A frota portuguesa resolveu-se então pintar todos os navios de branco, com os distintivos nacionais bem à vista, para que pudessem ser vistos por qualquer submarino. Assim a frota portuguesa ficou conhecida por, Frota Branca.

Em 1968 são assinaladas restrições à pesca nas águas dos diversos países. Os pescadores começam a não querer embarcar, os salários e os riscos que corriam não eram compatíveis. A pesca do bacalhau à linha terminaria definitivamente em 1973, 3 anos depois de o ultimo lugre ter partido pela última vez para os Bancos.




No século XX existiram duas embarcações de bandeira  portuguesa com a designação de Gil Eanes e a função de Navio hospital, ambos tendo prestado apoio às atividades de pesca do bacalhau nas águas da Terra Nova no Grande Banco e na Gronelândia. A sua função justificava-se uma vez que as embarcações pesqueiras portuguesas encontravam-se rotineiramente isolados por vários meses naquelas águas. 

O primeiro navio a receber este novo foi um navio do Império Alemão apreendido na sequência da entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial (1916), então transformado em cruzador auxiliar da Marinha Portuguesa. Posteriormente, em 1927 zarpou pela primeira vez para a Terra Nova, após ter sido adaptado para navio hospital em estaleiros nos Países Baixos.

Em 1955 foi substituído por uma nova embarcação, homônima, construída de raiz no Estaleiros Navais de Viana do Castelo. Ao longo da sua existência, serviu ainda como navio-capitania, navio-correio, navio-rebocador e quebra gelos, assegurando o abastecimento de mantimentos, redes, material de pesca, combustível, águia e isco aos barcos de pesca de bacalhau. 


Em1963 passou a efetuar viagens de comércio como navio frigorífico e de passageiros entre as campanhas de pesca, tendo efetuado a sua última Viagem à Terra Nova em 1973, ano em que também fez uma viagem diplomática ao Brasil com o recém nomeado no ano anterior embaixador de Portugal em Brasília de então, José Hermano Saraiva.



      A família do bacalhau!

Bacalhau para os povos de língua portugueses; Stockfish para os Anglo-saxônicos: Torsk para os dinamarqueses; Bacalao para os espanhois; Baccalá para os italianos; Morue, Cabillaud para os franceses; Codfish para os ingleses. Terá origem no latim: baccalaureu.
  

Gadus Morhua.  Bacalhau genuíno
É o legitimo bacalhau e considero o mais nobre tipo de bacalhau, Tem coloração palha e uniforme quando salgado e seco; quando cozido, desfaz-se em lascas claras e tenras, de sabor inconfundível e sublime. É  o bacalhau recomendado em todos o pratos da cozinha inter nacional

Nome | Bacalhau do Atlântico
Família | Gadidae
Tamanho em adulto | 101-200 cm




O "nosso bacalhau", aquele que há séculos consumismos, é o bacalhau do Atlântico onde as águas frias e cristalinas dos mares que circulam o Pólo Norte garantem a melhor qualidade e o sabor único do autentico Bacalhau. Vive nos mares do Hemisfério norte perto do círculo polar ártico, circulando em cardumes que podem deslocar-se da região da Terra Nova para a Islândia e Noruega, onde a temperatura da água se situa entre os 4 e 12 graus. 

Com a idade de  anos o bacalhau pode atingir 40 cm de comprimento e com sete anos terá 70 a 80 cm. pode durar 10 anos ou mais, existindo exemplares da espécie com metro e meio e perto de 90 quilos. Em períodos de reprodução, ele migra para águas mais rasas e calmas perto da costa e desova em locais mais quentes.

Cresce rápido e a fertilidade das fêmeas é excecional: põem 2 a 8 milhões de ovos por ano. O período de reprodução é entre Janeiro e Abril e o principal lugar de desova é no Arquipélago de Lofoten, região a noroeste do mar da Noruega, onde se realizam as maiores pescarias de bacalhau do mundo.

Uma outra característica a observar será o rabo do bacalhau que deverá ser quase direito e ter uma cor uniforme.


Gadus Macrocephalus é muito semelhante em aspeto com o Gadus Morhua. Seu habitate é o Pacífico Norte.

Nome | Bacalhau do Pacífico
Família | Gadidae
Tamanho em adulto - 110 cm




É um peixe claro e tem sido vendido  devido à semelhança, como sendo legítimo. Não é fácil de diferenciar um do outro: uma das formas é observando bem o rabo e as barbatanas - se tiverem uma espécie de bordado branco nas extremidades é Bacalhau do pacífico
Outra forma é pela coloração: o macro é um peixe bem mais claro (quase branco) que o legítimo, Gadus Morhua. Sua carne quando cozida é fibrosa e difícil de lascar.



Gadus Ogac

Nome | Bacalhau da Gronolandia
Família | Gadidae
Tamanho em adulto | 77 cm




Groenlândia com o bacalhau-do-atlântico, verificamos que este peixe é mais pequeno e mais redondo que o Gadus morhua. o Bacalhau da Groenlândia é o menos conhecido pelos consumidores portugueses. A sua carne saudável é esbranquiçada, mas firme. 


Os demais deverão receber a designação de Pescado Salgado e Seco!  


Pollachius virens. que vive desde a superfície do mar até profundidades de 300 metros. É  um peixe que se agrupa em cardumes onde há alimento em abundância. O Escamudo adquiriu esse nome devido ao seu aspecto.

 Nome - Saithe  e Escamudo.Tipo Bacalhau. 
Família | (Gadidae) 
Tamanho em adulto | 90 cm   



É uma das nossas variedades de pescado comercial mais importante. Ele é pescado em águas próximas à costa, a norte e, em condições ideais, normalmente a oeste do Cabo Norte. 


Lingue Tipo Bacalhau. A carne do Linhue é branca, saborosa e relativamente firme. O sabor pode lembrar o Gadus morhua (o verdadeiro) e pode ser preparado da mesma maneira.




Lingue Molva molva  

Família | Lotidae
Tamanho em adulto | 180 cm

O mais estreito e comprido entre os tipos de bacalhau com duas barbatanas laterais e cauda aredondada e barbatana longitudinal. Sua carne é branca e apetitosa, firme e perfeita para assados, grelhados e cozidos.

Como já conhecemos as origens, peso e medidas destes peixes, vamos conhecer...


As magníficas qualidades alimentícias do bacalhau!

Porque é que o bacalhau faz melhor à saúde do que a carne vermelha, como o bife ou carne de porco?

Porque o bacalhau tem magnificas qualidades alimentícias! 

  • Tem poucas calorias visto não ter açúcar nenhum. É ótimo para os diabéticos.
  • Tem tantas proteínas como o bife. É ótimo para o crescimento.
  • É um peixe gordo, mas a sua gordura é composta pelo ácido linoleico e ómega três, que fazem baixar o colesterol.
  • É muito rico em cálcio para evitar a osteoporose
  • É muito rico em fósforo, necessário para o bom funcionamento do nosso cérebro.
  • É pobre em ferro, evitando os ataques de coração.
  • Tem uma quantidade de sal semelhante ao do nosso sangue.
  • É muito rico em potássio, elemento muito necessário para a contração saudável dos músculos e do nosso coração.
  • É muito rico em vitaminas. Porque o bacalhau alimenta-se de plâncton, e torna-se um verdadeiro petisco para os cardumes de peixe. Quando navegamos no mar podemos observar a florescência da água devido à reflexão da luz nos seres vivos que compõem o plâncton.
  • É muito rico em iodo absolutamente necessário para o bom funcionamento da nossa glândula tiroide.
  • É muito rico em flúor necessário para evitar cavidades dentárias.
  • É muito rico em vitaminas.. A, D e complexo B.


 Segredos na escolha do melhor Bacalhau!


  • O bacalhau deve ser sempre comprado inteiro (pede depois paro o cortar) e muito bem seco. A melhor forma de verificar se o bacalhau está bem seco é pegar pelo lombo e testar-lhe a horizontalidade. Admite-se que vergue ligeiramente, ficando, no entanto, quase direito. Este é outro sinal iniludível que estamos perante um bacalhau bem curado e bem seco.
  • Procure o que tem menos fendas, rachas e manchas.
  • Uma cor uniforme amarelada, cor de palha, é o ideal. Significa que o sal está bem entranhado e o bacalhau bem seco. Só assim se garante que irá formar lascas bem definidas depois de cozinhado... e um sabor inconfundível. 
  • Deve ter a forma de uma asa e o tradicional corte em três bicos que mostra que a cabeça lhe foi retirada mal foi pescado.
  • Quado o peixe é capturado por navios-fábrica é congelado de imediato e só é  possível separar a cabeça com um corte feito com serra e assim anulando a característica dos três bicos. Também, quando é escalado (abrir o peixe) se faz depois da congelação em alto mar pode ocasionar desprender pedaços de carne ao logo da espinha central. 
  • Estes peixes após uma salga menor está pronto o bacalhau verde, (com menos sal e mais humidade)  é exportado assim e seca no país que o adquiriu.
  • Uma das principais características a observar é a facilidade com que a apele se solta. Só num bacalhau bem corado e seco a pele se soltará com facilidade (em cru).
  • Também é essencial que o cheiro característico seja limpo e não desagradável.
  • Se gosta de postas altas, deverá comprar um bacalhau graúdo ou crescido, cujo peso varie entre 2,5 kg e os 3,5 kg.
Os tipos comerciais de bacalhau salgado seco, são:

a) Especial - peixes com mais de 4 kg
b) Graúdo - peixes com mais 2 kg a 4 kg
c) Crescido - peixes com mais de 1 kg a 2 kg
d) Corrente - peixes com mais de O,5 kg a 1 kg
e) Miúdo - peixes até 0,5 kg
f) Sortido - peixes partidos ou amputados ou com ligeiros defeitos  

Como escolher os melhores cortes de bacalhau ! 


O corte tradicional aproveita o melhor do bacalhau, pois permite bons lombos.

Bem cortado o bacalhau da Noruega dá para preparar muitas receitas e para cada corte há uma receita. Do bacalhau tudo se aproveita, desde os lombos às peles e espinhas. Vamos saber qual a utilização mais indicada para cada corte.
  1. Lombos e postas altas -  para assar no forno, na grelha, cozer. Confitar e carpaccios.
  2. Postas baixas - preparações que não necessitem de lascas grandes, caldeirada, iscas, bacalhau com natas...
  3. Abas - ideais para receitas em que se use o bacalhau desfiado finamente. 
Sugestões para uma boa demolha do bacalhau!




A demolha, carateríza-se por ser um processo em que o peixe salgado seco, retoma o nível de água que perdeu durante a secagem e o bacalhau perde cerca de metade do seu peso, voltando assim a ganhar peso e volume e retome o nível de água que perdeu durante a secagem e o sal ao ser eliminado permite hidratar as células do bacalhau e restituir-lhe a sua textura.                                                 

O cuidado começa na preparação, uma demolha correta pode ser o sucesso da sua receita !!

  • Passe o bacalhau por água corrente para retirar o excesso de sal e coloque-o no recipiente com água fria e  com a pele virada para cima. Bem submerso na água.
  • Uma das principais regras para uma boa demolha, é que esta seja feita em água fria, sendo o ideal não ultrapassar os 7º a 8º, o mais aconselhável será faze-la no frigorífico para assim manter a temperatura da água.
  • No fundo desse recipiente coloque o bacalhau apoiado numa grelha. A água ao ficar salgada fica mais densa e desce, formando uma camada de água muito salgada. 
  • Na mudança da água evite o choque térmico que, interrompe a eliminação de sal. Tenha água no frigorífico para essa substituição ou pequenos blocos de gelo.
  • É impossível  demolhar por igual uma posta que tem uma parte grossa e outra fina. Se optar pelos cortes de lombos, deve demolhá-los separadamente.
  • Para com os lombos e postas altas: durante 24 horas troque a água 8 vezes e as seguidamente demolhas serão de 6 em 6 horas.
  • Não é aconselhável trocar a ultima água até cerca de duas horas antes de começar a cozedura. 
  • Os restantes, tipos bacalhau, de cor muito clara e que demolhem em poucas mudas de água incluindo o bacalhau verde, têm tendência de cozer em menos tempo. Para obter bons resultados siga os passos aqui descritos.
  • Respeite o tempo da demolha.
  • O bacalhau seco não deve ficar em temperatura ambiente, guarde-o no frigorífico até 90 dias.

    Tempo de demolho para a espessura do bacalhau !
    • 12 h  para badanas finas
    • 24 h  para bacalhau médio (crescido)
    • 36 h  partes grossas de bacalhau grande (graúdo)
    • 48 h  para as partes grossas de bacalhau (especial)




    Como saber se o bacalhau já está dessalgado?
    • Retire uma pequenina lasca do peixe e prove-a. Se vai fazer este teste, tenha em atenção que se a parte exterior da posta estiver um pouco salgado, o interior ainda estará mais.
    • Sem a danificar tente ir um pouco ao interior da posta e retira então uma pequenina isca. 
    • As postas quando estão na demolha e se reparar, nas lascas vislumbra-se cores ligeiramente acentuadas, que  eu chamo-lhe, de arco-íris. É um indício de que ainda à sal no bacalhau. Quando as postas são muito altas e já estando dessadas, pode ainda haver uns laivos de cor

    Como desfiar o Bacalhau cru?
    • Para desfiar bacalhau, deve faze-lo com o bacalhau ainda seco e utilizando as partes mais finas: rabo, barriga e abas. Quando o bacalhau está bem seco a pele sai facilmente.
    • Depois de desfiado, passe o bacalhau várias vezes por água fria, retirando assim o excesso de sal.
    Como lascar e desfiar Bacalhau cozido?
    • Para obter boas lascas, eu gosto de escalfar o bacalhau, em água ou leite, mediante a receita, deixando-o com uma textura bem firme.
    • Para desfiar, como para pasteis de bacalhau, coloca-se num pano grosso o bacalhau cozido,  limpo de peles e espinhas, aperta-se as extremidades do pano e dá-se umas voltas para torcer e esfrega-se bem o bacalhau, sempre dentro do pano e passado algum tempo estará em finos fios, separados uns dos outros. 
    Escalfar
    • Num tacho coloque uma quantidade de água suficiente para que as postas de bacalhau fiquem  submersas. Pode ser só água com  rodelas de cebola ou um caldo mais aromatizado. Tempere com uma pitada de sal e deixe cozinhar em lume brando alguns minutos. Coloque o bacalhau,  tape o tacho e desligue o lume, ou deixe cozinhar com o lume no mínimo. Vá verificando a textura do bacalhau, para postas altas serão 7 a 8 minutos.     


























    Dicas e segredos na cozedura do bacalhau!!
    • Numa forma simples e prática, vejamos: o bacalhau é curado com sal e que lhe causa a primeira cozedura, transformação natural da cozedura do sal a frio.
    • Seguidamente tem a seca, em que o bacalhau, uma vez mais passa por uma cozedura.
    • A demolha, caracteriza-se por ser o processo em que o bacalhau é hidratado devido ao  retomar o nível de água que perdeu durante a secagem.
    . Agora é só escolher a receita e o tipo de cozedura!!
      • Para uma cozedura tradicional: cozido com batatas e legumes: deixo a água no tacho ferver e coloco o (os) legume, deixo fervilhar mediante a textura do legume e acrescento as batatas, com o tacho destapado para a verdura manter a sua cor. Quando as batatas estão meio cozidas coloco o bacalhau com a pele para baixo, desligo o lume e tapo o tacho.  
      1. Para uma receita mais específica: de posta alta ou lombos para cozer, serão preparadas em separado dos restantes ingredientes. Coloca-se a água no tacho com uma ou duas argolas de cebola e quando se iniciar a fervura colocam-se as postas do bacalhau com a pele para baixo, tapa-se o tacho e desliga-se o lume, se forem 3 ou 4 postas grandes pode deixar o tacho sobre o disco, mas se for só 1 ou 2 e pequenas convém afastar do calor. O tempo de espera varia em proporção do tamanho da posta, faça com frequência o teste com um palito pequeno, mas deixando o bacalhau com uma textura firme. 
      2. Assar na grelha: pode ser em gril de carvão ou elétrico. Se utilizar grelha manual ou o colocar diretamente na grelha do gril, ambas têm que estar muito quentes para o bacalhau não colar na grelha, mas para conseguir que as postas assem e se soltem com mais facilidade da grelha, começo por secar muito bem o bacalhau e envolvo-o suavemente em farinha, retiro os excessos e levo a assar.
      3. No forno: pode utilizar a técnica que usei na receita do post anterior, demolhar e escalfar ligeiramente em leite. Se levar a assar direto da demolha, seque-o bem e a temperatura do forno não deve ser muito elevada, mesmo que fique quase coberto de azeite deve manter a temperatura média. 
      4. Caldeirada de bacalhau (centro e sul do país) e no (norte) Bacalhau à Espanhola. Quando na receita está incluído vinho, as batatas não se desfazem tão facilmente. Uma colherinha de bom vinagre também atua igualmente
      • Os alimentos que contêm proteínas: devem ser cozinhados em temperatura mínima ou média, a alta temperatura enrije-se e seca o que cozinhar. O bacalhau não deve ferver.


      A utilização do azeite nas receitas de bacalhau!


      Utilizado em cru com tempero cozinhado com ingredientes ou bem quente como forma de cozedura.  O azeite marca presença na cozinha, não conhecendo limites. O azeite dá sabor, aroma, e melhora as texturas. É fundamental escolher um azeite de boa qualidade.
      O Azeite Extra Virgem é o mais indicado para as saladas, molhos e legumes ou para adicionar no final de qualquer preparação.

      O Azeite trata-se de um alimento antigo, clássico da cozinha contemporânea, regular na dieta  Mediterrânica e nos dias actuais presente em grande parte das cozinhas.  
































      Amigos e seguidores, estive muito ausento e não visitei seus blogs, não podia, (a mãe esteve muito mal). Assim que poder eu faço uma visita.


      Nota: Se houver alguém que se ache com direitos sobre as imagens postadas neste blogue, deve-o comunicar de imediato. A fim de serem retiradas. Obrigada



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